Barão de Cotegipe

História do Municipio

História do Municipio

       Em relação à colonização do atual município de Barão de Cotegipe, chamado anteriormente de Floresta, sua colonização teve início no ano de 1911 com a chegada dos primeiros imigrantes poloneses, mas muito antes, em 1893, já haviam habitantes na região, os caboclos, em sua maioria, fugitivos da Revolução Federalista de 1893. Em meados de 1918, já haviam residindo no povoado algumas famílias de imigrantes italianos e poloneses. A primeira capela polonesa foi construída em 1914. Antes de 1908, a área de terras hoje pertencente ao município de Barão de Cotegipe, pertencia ao município de Passo Fundo, a partir de 1908, passou a pertencer a Colônia de Erechim.  A maioria dos moradores que chegavam ao então Povoado Floresta tinham que cortar o mato para fazer suas roças. No início, o pouco que era produzido, era trocado no comércio de Paiol Grande e, com o passar do tempo, o comércio se expandiu também no Povoado. O extrativismo da erva-mate, que hoje tornou-se uma das atividades marcantes do município, iniciou com os irmãos Paiano, primeiros habitantes do Povoado Floresta.

          Floresta foi a primeira denominação dada ao município em 1912, ano em que foram criadas várias povoações na região. Em 1917 o povoado foi elevado à categoria de Floresta e passou a ser denominado Vila Floresta e o perímetro urbano estabelecido na criação do município era de 4 quilômetros quadrados, posteriormente ligando aos povoamentos de Ponte Preta, Monte Alegre, São Valentim, Linha Sérvia, e Itatiba do Sul. Em 1918, com a emancipação de Erechim, as terras passaram a pertencer ao município e, em 1940, com o Ato nº 212, criou-se o Décimo Segundo Distrito do Município de José Bonifácio, atual Erechim, o qual passou a se chamar Cotegipe e não mais Floresta.

         As terras que os imigrantes ocuparam ao chegar no município era dividida em colônias e estas, por sua vez, dividiam-se em léguas, travessões e lotes, sendo que a medida destes lotes era feita por engenheiros e agrimensores. Quando os imigrantes chegavam aos seus lotes, dedicavam-se a abertura de clareiras nas matas e a construção de abrigos provisórios de pau-a-pique e cobertos por galhos e a área era ocupada por potreiros, parreiral localizado na encosta e por terras agricultáveis, alternando-se o plantio do milho com outras culturas de inverno, como centeio, cevada, trigo, além do arroz, batata, feijão, aveia e criação de galinhas e porcos.

A partir de 1927 surgem as primeiras industrias destacavam-se: fabrica de derivados de suínos, fabrica de Móveis e altares, de   Curtume e Selaria, de Erva mate, etc . No início de 1930 foi construída uma nova Capela Apostolica Romana e o Cemitério com  a ajuda de alguns imigrantes poloneses. Em 1935 foi inaugurada a instituição que recebeu o nome de Colégio Cristo Rei, escola esta que permaneceu por mais de 70 anos contribuindo para a formação do povo do município.

        As primeiras movimentações políticas aconteceram em 1931, mas em 1938, o Reverendo Padre Conêgo Estanislau Pollon, ajudou a indicar a primeira autoridade oficial: o subdelegado de polícia Laurindo Meneghel. Neste mesmo ano com a liderança de Padre Pollon, foi construída a primeira Usina Hidrelétrica que iluminou as casas da Vila na Noite de Natal.

        Em 1957, inicia o movimento de Emancipação político-administrativa, em 1963 uma nova comissão de pró emancipação inicia um árduo trabalho de conscientização à população que foi conclamada através de um Plebiscito que revelou o ¨sim¨ vitorioso. Em 1964, o Governador do Estado Ildo Meneghetti sancionou a Lei nº 4737 de 1º de Junho, instalando o Município de Barão de Cotegipe que ocorreu em 23 de janeiro de 1965.

          A zona urbana do município de Barão de Cotegipe segue algumas características comuns a grande maioria dos pequenos municípios, com a organização do centro urbano ao redor da Igreja Matriz.

          De acordo com o estudo, o atual município de Barão de Cotegipe conta com uma história rica que teve início com a vinda de imigrantes que esperavam encontrar em nossa terra a esperança de dias melhores e que, com seu trabalho, permitiram que o município crescesse e se desenvolvesse.

Quem foi Barão de Cotegipe?

          Barão de Cotegipe na verdade chamava-se João Maurício Wanderley, primeiro e único Barão de Cotegipe, (nasceu em Vila da Barra do Rio São Francisco na  Bahia, em 23 de outubro de 1815 — e morreu Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 1889), foi um nobre, magistrado e político brasileiro.

          Descendente de nobres neerlandeses que teriam emigrado para o Brasil nas invasões holandesas ao nordeste brasileiro, no século XVII. A forma correta do seu sobrenome, em neerlandês, é van der Ley, tendo sido mudado para Wanderley, no Brasil, em decorrência da “ignorância” da maioria dos funcionários dos cartórios do Brasil colônia. João Maurício era filho de João Maurício Wanderley e de Francisca Antónia do Sacramento, tendo desposado Antónia Teresa de Sá Rocha Pita e Argolo, esta filha do conde de Passé e irmã do 2.° visconde de Passé.

          Formado pela Faculdade de Direito de Olinda (1837), foi deputado provincial (1843), Deputado geral, presidente da província da Bahia (nomeado por Carta Imperial em 21 de agosto de 1852, presidiu a província de 20 de setembro de 1852 a 1 de maio de 1855), senador do Império do Brasil de 1856 a 1889. A partir de 1865 passou a integrar o ministério, tendo ocupado as pastas da Fazenda (1865), da Marinha (1865 e 1868), dos Estrangeiros (1869, 1875 e 1885) e da Justiça (1887). Como presidente do Conselho de Ministros (1885 - 1888), fez aprovar a lei dos Sexagenários (1885), proposta na gestão de José Antônio Saraiva, por isso chamada Lei Saraiva-Cotegipe.  D. Pedro II conferiu-lhe em 1860, como prêmio por seus serviços,  o título de Barão de Cotegipe.

ACESSO AS
REDES SOCIAIS